Leonardo Pimenta

HÁ PERGUNTAS QUE NÃO PEDEM RESPOSTAS – PEDEM CORAGEM.

Ao longo destas páginas, o autor nos conduz por fissuras, brilhos e silêncios da condição humana. Ele nos lembra que, por trás das aparências, existem histórias que que quase não escutamos e vidas que desaprendemos a sentir.

Este livro é um convite para desacelerar o olhar. Para enxergar o que não cabe nas fotos, nos padrões, nos rótulos.

Para recordar a beleza simples do que é verdadeiro a infância que sobrevive dentro de nós, os vínculos que nos sustentam, e a leveza que se perde quando esquecemos quem somos.

Aqui, cada capítulo acende uma pergunta delicada e poderosa: O que buscamos quando buscamos beleza? O que encontramos quando olhamos para dentro?

Entre memórias, reflexões e pequenos abismos, este livro não promete respostas prontas mas entrega algo maior: A chance de voltar a si, de cultivar presença e de reaprender a gostar de pessoas inteiras, começando por você.

Feche os olhos. Respire.
Agora, abra este livro.
Algumas mudanças começam por dentro.
Vinícius Almeida

Prefácio:

A Escrita como Inflexão de Vida

Existe um tipo de escrita que não nasce do desejo de publicar, mas da necessidade de compreender. É uma escrita que não procura adornar a experiência, mas decantá-la — até que, sem alarde, ela se torne transmissível. Talvez este livro pertença a essa categoria.

Acompanhei o processo que levou a esta obra por vias que escapam ao roteiro tradicional de formação. Não se tratou de um plano editorial nem de um projeto pedagógico. O que se viu, lentamente, foi o desdobramento de uma crise, a organização de um colapso interior, e a posterior restituição de sentido. Tudo isso foi acontecendo sob camadas de silêncio, hesitação, tentativa.

Houve um momento em que percebi que algo estava sendo gestado. Não me foi anunciado. Apenas intuí, pelo modo como o autor passou a lidar com a palavra — com o tempo da palavra, com o pudor de enunciar, com a recusa de dramatizar. Era a linguagem se tornando forma de escuta. Era o gesto de escrever como quem cuida.

Léo Pimenta não escreveu VGCP como um exercício de exposição pessoal nem como um manifesto. A linguagem que ele desenvolveu é mais próxima da oferenda do que da tese. E talvez por isso sua escrita tenha o poder de atravessar o leitor sem esforço. Porque não impõe. Convida.

Gabriel, esse personagem em dissolução e retorno, representa não um indivíduo, mas um arquétipo sutil do sujeito moderno diante da falência de suas conquistas. Há algo profundamente contemporâneo em sua trajetória — o colapso da performance, o esgotamento da imagem, a solidão entre aplausos —, mas também há algo intemporal: a busca por inteireza, por presença, por uma forma de vida em que o olhar retorne a si sem medo.

Esse tipo de elaboração só é possível quando se abandona a ideia de que escrever é dominar. Léo não escreveu para organizar o mundo. Ele escreveu para sustentar o intervalo entre o que ruiu e o que ainda não nasceu. Esse intervalo — tão pouco tolerado em nossa época — é o coração pulsante deste livro.

Digo isso não como um observador neutro, mas como alguém que acompanhou o processo formativo onde essa escrita se forjou. Não há método ou doutrina aqui, mas há uma consequência visível de anos de cultivo interior, de fricção entre palavras e vivências, de hesitação diante do que não podia ser apressado.

Este livro é uma travessia. Não no sentido épico, mas no sentido mais estritamente humano: o de alguém que aprende a sustentar o próprio vazio até que algo verdadeiro possa ser dito. E esse dizer, por mais discreto que seja, nos alcança.

Leo Imamura

Sobre o Autor:

Léo Pimenta é Advogado e empresário, com atuação nas áreas de direito público, desenvolvimento institucional e estruturação de projetos públicos e privados, com experiência na articulação jurídica de iniciativas voltadas à implementação de políticas públicas.

Possui inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil e na Ordem dos Advogados de Portugal, além de atuação na interface entre direito, cooperação institucional e gestão estratégica.

É escritor e pesquisador na área de organização social e políticas públicas, mestrando em Neurociência e pós-graduando em Neurociência pela PUC Paraná., e autor de alguns livros. Também atua como instrutor de Jiu-Jitsu (faixa roxa) e praticante avançado de Ving Tsun, discípulo de Leo Imamura.

Leonardo é fundador da Lopes Pimenta advocacia, sócio de algumas empresas no setor de cursos e treinamentos, e idealizador do Projeto Peace For All.

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